segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O jornalismo e sua essência principal: o repórter

             Na faculdade a teoria é passada com afinco. Até grudar na cabeça, aprendemos o lead, a quantidade de certa de caracteres, como se faz uma boa passagem.  São regras essenciais para um estudante de jornalismo. E esses são alguns dos momentos que conquistamos segurança para ensinar aos outros e inovar na prática. Essa frase me diz o quanto a profissão precisa de uma qualidade essencial: confiança.
            Para mim, a frase quer dizer que para chegar onde muitos não chegam, devemos ser diferenciados.  Se eu fizer igual o William Bonner faz, eu não vou chegar a um jornal renomado. Se eu escrever um texto com o mesmo jeito e vocabulário da Lya Luft, nunca irei escrever pra revistas de grande circulação. São maneiras que vão se descobrindo com o tempo.
             Phelipe Siani, palestrante que disse a frase na oficina de Linguagem mostrou o quanto a experiência ajuda na hora de mudar as coisas. Ele tem um olhar cinematográfico do jornalismo, o que faz as matérias serem como trechos de filmes, deixando mais interessantes. Com 10 anos de profissão, as matérias me atraíram mais do que a do Marcos Uchoa, por exemplo, que tem mais de 30 anos de Globo.  Essa frase diz sobre essência e é isso que vai nos diferenciar dos outros, o nosso jeito de fazer jornalismo
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As duas proclamações

            Depois de um ano e três meses do início do julgamento do mensalão, os condenados começaram a se entregar no feriado de 15 de novembro. Ate hoje dez já se entregaram, exceto Henrique Pizzolato, que alega ter sido condenado pela mídia empresarial. Fugiu para a Itália, onde tem dupla cidadania. Só ele não entendeu que ser desonesto é notícia e que no mundo pode-se ter dupla cidadania, mas não dupla face.
            Em 1889, 15 de novembro foi dia de proclamar a republica, dia de deixar a monarquia e virar independente. Já na sexta-feira, 15 de novembro de 2013, foi dia de tornar-se independente de políticos corruptos, dizer não a corrupção e a sujeira que se tornou o país. Marechal Deodoro da Fonseca estava destituindo um poder, e hoje a justiça do país conseguiu destituir uma lenda, de que rico não vai para a cadeia. Agora a maioria está ai, desfrutando de uma cela especial. Alguns velhos, família constituída, sujaram a mão por tão pouco. Quem diria que uma cueca, uma “escapadinha” custaria tão caro para 11 pessoas. 

Franz Mendes revela mais detalhes da Duplicação da Avenida Guaicurus em Dourados

Começou neste mês as obras da Avenida Guaicurus que após a aprovação, agora também faz parte do perímetro urbano de Dourados. Antes o perímetro urbano contabilizava 82 Km², agora Dourados conta com 205 Km² de área. Segundo Franz Mendes, coordenador da Comissão Pró-Duplicação, durante as obras o trecho será interditado. “Na verdade, serão duas obras. No trecho que vai até a Rua Azis Rasselen, não terá interrupção de tráfego, pois há espaços nas laterais para as máquinas trabalharem. Já o trecho que leva as universidades, do anel viário, será interrompido já que não espaço suficiente para o trabalho”, ressalta.
Foto: Wilson DuarteO projeto terá 12 quilômetros de duplicação com cinco rotatórias de acesso, cinco retornos, vinte e quatro pontos de ônibus, dez redutores de velocidade, ciclovias, iluminação e vias separadas. Em agosto deste ano saiu o edital publicado pela Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul) confirmando o projeto de duplicação da Avenida Guaicurus. No mesmo mês em um sorteio a empresa paranaense Guizardi Júnior/ J. Gabriel venceu com valor proposta de R$ 28.987.349,05. Ainda segundo a Agesul a obra trata da adequação da capacidade de tráfego na rodovia MS - 162, que vai do trecho da Avenida Aziz Rasselen até o anel viário, com extensão de 11,860 quilômetros.
A obra está em fase de limpeza do terreno e topografia. Segundo Mendes, dentro de 10 dias, o aterramento e compactação do local serão iniciados. De acordo com os engenheiros envolvidos no projeto, o trecho mais perigoso será na rotatória que dá acesso ao Aeroporto de Dourados às Universidades, já que a mudança será radical em um espaço muito pequeno. A obra está prevista para conclusão em nove meses.

O jornalista é quem decide o futuro

                  O jornalismo impresso virou veiculo saudoso. Vemos nossos pais e avós como os leitores mais frequentes e eu particularmente, leio pouco. Para o futuro do jornalismo impresso acredito em uma renovação, não em extinção. Jornalistas recém-formados ainda estão apostando nesse tipo de mídia. Em nossa região não é muito forte a cultura de ler jornal entre os jovens, mas nos grandes centros jornais como Folha de São Paulo e Estadão buscam atingir diversos públicos. Atitude que os jornais impressos de Mato Grosso do Sul não tem. É apenas noticia, artigo, classificados. Nada que diferencie e prenda a atenção.
                Já o web jornalismo tem futuro como sobrenome. A empresa que souber utilizar essa forma corretamente, com produção de verdade, apuração e conteúdo de qualidade, está indo pelo caminho certo. O jovem não tem preguiça de ler e a internet é o principal meio de se informar. Eu, quando fico sabendo de algo vou direto pesquisar no Google e nos sites de notícia. Dono de site que só reproduz conteúdo está jogando uma fonte de progresso no lixo. Mais uma vez citando a nossa região, vejo muito site dando noticias de São Paulo, Paraíba, Rio de Janeiro. Se o canal leva o nome da cidade, porque ir tão longe?
                Um é complemento do outro. O online veio para passar a noticia que começou no impresso mais rápido e também adaptar a comunicação ao mundo moderno. Os dois são importantes e tem um público definido. Eu sempre espero muito do jornalismo em geral, nossa profissão é um divisor de aguas, fonte de informação e temos o poder de destruir e construir. As maneiras como isso é feito, depende da ética e credibilidade do profissional que sendo competente, transforma o online em um veiculo fraco e um impresso em veiculo forte. Porque não?

Crônica Fotográfica: OS CABELOS BRANCOS PROCURAM PELO TEMPO QUE PASSOU


Web reportagem: Duplicação da Guaicurus é necessária


Potcast: Fotografia que ganhou o prêmio Pulitzer

             

Contrabando de agrotóxicos: Problema para o produtor rural

           Os agrotóxicos ilegais geralmente são transportados e encontrados nas regiões agrícolas dos principais estados produtores, como Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. A principal porta de entrada é a região da tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). As embalagens são do tipo sacos plásticos, metalizados ou caixas de papel cartão, com peso líquido de 10 a 200 gramas, para facilitar o transporte. Normalmente, os agrotóxicos ilegais são provenientes do Paraguai, China, Chile e Uruguai e são utilizados nas lavouras de soja, trigo e arroz.

Lavouras de milho são uma das mais prejudicadas
            Segundo o Sindag (Sindicato Nacional da Indústria de produtos para a Defesa Agrícola) a apreensão de defensivos ilegais cresce no país. Desde 2001, quando teve início a campanha nacional de combate aos defensivos ilegais, mais de 400 toneladas foram apreendidas pelas autoridades e quase mil pessoas detidas em todo o país. O disque-denúncia já recebeu cerca de 18 mil chamadas desse tipo de crime e no total foram 14 toneladas entre janeiro e junho, mostrando um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.
            No mato grosso do sul foram 430 kg até junho deste ano. Em Dourados, o contrabando está controlado e os empresários que vendem esses produtos estão tranquilos. Segundo Sérgio Miranda, proprietário de uma empresa de agrotóxicos, ele não tem mais prejuízos por conta dos países vizinhos. “Na empresa não influi mais tanto porque os agricultores começaram a sentir os problemas de comprar em outros países, como Paraguai, Bolívia ou Argentina. Eles estão procurando o mais caro, mas que pelo menos tem alvará e é bem melhor em qualidade do que o adulterado.”, enfatiza.
            Os produtores também destacam a falta de qualidade do produto ilegal para a lavoura. Gilberto Bernardi, produtor rural e engenheiro agrônomo disse que não vale a pena adquirir o produto, por mais que seja bom para o bolso é extremamente degradável para a plantação. “O defensivo ilegal é 10 vezes mais barato do que o original, mas poluem o meio ambiente, já que os químicos da composição são adulterados e de baixa qualidade. Além disso, os produtos são falsificações de ingredientes ativos e embalagens de marcas conhecidas, o que engana o produtor. Ele compra buscando agrotóxicos para matar pragas e este sendo adulterado acaba trazendo prejuízos, já que não é eficaz como os outros. “ Gilberto também ressalta o valor do produto, que chega a ser dez vezes mais barato que o original, trazendo a ilusão do “bom e barato” para o agricultor.
            Para identificar quando há ilegalidade o agricultor deve estar atento e desconfiar se o produto não vir com nota fiscal e receita agronômica, por exemplo. A embalagem dos ilegais vem escrita em espanhol e para  vender o produto no Brasil essas embalagens devem estar obrigatoriamente em português.

O fim da Kombi

     
A partir de 2014, Airbag e freios abs serão obrigatórios em carros novos. Essa mudança é por conta de uma determinação do Conselho nacional de trânsito (contrtan), que com essa medida pretende dar mais segurança aos motoristas. Os carros que hoje são fabricados sem esses itens sairão de linha.
        Quem gosta de carros antigos já está preocupado. O professor Amantino Espindola tem uma Kombi, veiculo que começou a ser fabricado em 1977 e não pensa em se desfazer do “xodó”. Segundo ele, o carro é muito útil. “É com a Kombi que carrego meus netos e minha escolinha de futebol. É um carro antigo, mas fácil de trocar as peças”, ressalta.
        De acordo com a lei de 2010, até o final desse ano 20% dos carros de cada marca precisam chegar até o consumidor com os itens exigidos, mas isso não significa que quem já tem um carro sem esses itens vai perder o veiculo. Quem tiver um carro antigo, pode andar normalmente que não estará infringindo a lei. Também por conta desta lei, a Kombi lançou a última edição da marca, sem os equipamentos obrigatórios, já que no veiculo não é possível adapta-los. A edição comemorativa já está a venda desde o começo do ano.